ser mãe solo é a experiência mais radical de minha vida

ser mãe solo é a experiência mais radical de minha vida

30 de janeiro de 2020

Antes de nos despedirmos da praia da montanha-templo, levei Laila conhecer a casa onde sua mãe, quando grávida, fez um retiro de 40 dias, no sexto mês. Longe do amado, da família, dos amigos, da cidade, do ruído.

Entregada ao silêncio e ao presente de sentir-se fêmea e deusa.

Despertando com os pássaros, caminhando com as ondas, sendo alimentada pela terra, acariciada nua por sol e lua.

Amando sua barriga, seios e vulva.

Em fluir de êxtase diariamente.

Rompendo os íntimos tabus do que é estar grávida aos moldes opressivos e cruéis da cultura machista, patriarcal.

Sendo empoderada pela mãe natureza, liberdade, prazer e plenitude de Presença.

Não tenho dúvidas de que a conexão total com a Terra, caminhadas, práticas de yoga e meditação foram essenciais para a autoconfiança no momento do parto normal – ainda mais, recebendo depois a notícia de que Laila estava em posição pélvica, sentadinho no útero.

E ela nasceu sim, de bumbum!

Uma jornada arrebatadora e mística para nós duas.

Vivemos em profunda cumplicidade.

Ser mãe solo é a experiência mais radical de minha vida.

E não me arrependo.

Minha trajetória de autotransformação e ampliação da consciência me prepararam para isso.

E não é sacrifício, é AMOR.

E Laila sente isso!

E hoje se apresenta como a maior incentivadora, para que – depois de quase 6 anos, 3 entregues totalmente à maternidade, 24h por dia – sua mãe volte a ter um namorado; pois como ela mesma diz, serena e sorridente “ meus pais já foram namorados, agora eles são amigos!” .⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Autora: Fernanda Franceschetto

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