maternidade como transgressão ao patriarcado

maternidade como transgressão ao patriarcado

5 de junho de 2018

Salve, irmandade filha de DEUSAS.

Tão impossível quanto descrever a divindade que habita em nós é definir o “ser mãe”.

A única certeza: o processo vital e a caminhada de cada mulher se refletirá diretamente no tipo e na qualidade da concepção, gestação, parto, nutrição e criação de um ser humano.

Nós parimos a humanidade.

Somos sim responsáveis pelo ser que trazemos ao mundo e pelas consequências que nosso “maternar” terá no coletivo.

Quanto mais profundo o trabalho interior para despertar a capacidade de amar-se, amar ao outro e de ser amada, mais transgressoras seremos aos padrões anti-naturais estabelecidos diariamente pelo patriarcado, que nos quer apenas como peças mecânicas de um sistema insensível, cruel e covarde.

Basta.

Somos feras-divinas: em nossos úteros-moradas o criador torna-se criatura.

Temos o poder de gerar a espécie humana.

Que tipo de humanidade queremos?

Que mudanças e criações  podemos fazer para sensibilizar o mundo?

Sejamos sábias para nutrir-nos da força, do poder e da sabedoria de nossas próprias entranhas para criar uma nova realidade humana.

A r-evolução é aqui e agora.

Confiemos em nossa capacidade femenina de conceber, gestar e parir o que quisermos!

A começar, sempre, por nós mesmas.

 

Bençãos de amor e coragem,

Fernanda Franceschetto

fêmea, mulher, mãe, gestalt-terapeuta, jornalista, atriz e mística moderna